O achado de quem leu até o fim
Antes da fitomenadiona
Antes da fórmula atual, hospitais usavam um substituto sintético da vitamina K chamado menadiona, mais barato e fácil de fabricar em escala industrial. Em bebês prematuros, essa versão sintética provocava hemólise (destruição de glóbulos vermelhos) e icterícia grave, elevando o risco de kernicterus, a lesão cerebral causada pelo acúmulo de bilirrubina no cérebro do recém-nascido.
Esse episódio levou a pediatria a abandonar a menadiona e adotar só a vitamina K1 (fitomenadiona), a mesma forma natural isolada por Doisy, como única opção injetável em recém-nascidos no mundo todo. Por esse motivo, a dose que você viu entrar na coxa do seu filho vem rotulada fitomenadiona, não menadiona, numa ampola sem o risco que marcou a versão antiga.
Fonte: Goodman & Gilman's: As Bases Farmacológicas da Terapêutica